Por que os EUA aplicaram tarifa de 25% sobre produtos brasileiros?

O governo de Donald Trump concluiu uma investigação que apontou que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA. Entre os exemplos citados estão o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais. A tarifa adicional de 25% entrou em vigor em 22 de julho de 2026.

Quais pescados e crustáceos ficaram isentos?

O Ministério da Pesca e Aquicultura divulgou a lista completa. Os produtos isentos representam 89,2% do valor exportado aos EUA em 2025. Veja os principais isentos:

  • Albacora-laje e albacora-bandolim frescas ou refrigeradas
  • Espadarte fresco ou refrigerado
  • Tilápia fresca, refrigerada ou inteira congelada
  • Filé de tilápia fresco ou refrigerado
  • Lagosta congelada
  • Outros peixes congelados: corvina, pescadas, pargo, peixe-sapo, garoupas, tainhas e cherne-poveiro

Quais produtos foram taxados em 25%?

  • Farinhas, pós e pellets de peixe impróprios para alimentação humana
  • Filé de tilápia congelado
  • Outros filés congelados de peixes
  • Outras carnes de peixes frescas, refrigeradas ou congeladas
  • Lagostas vivas, frescas ou refrigeradas
  • Algas próprias para alimentação humana e outras algas

O que muda para exportadores e vendedores de e-commerce?

A distinção entre produtos congelados e vivos, frescos ou refrigerados passou a ser decisiva para a precificação. A lagosta congelada — um dos principais itens de exportação — segue isenta, enquanto a lagosta viva passou a ter a sobretaxa de 25%. Exportadores e importadores devem conferir o código NCM exato com seu despachante aduaneiro para evitar surpresas na alfândega.

Pontos-chave:
  • Tarifa de 25% em vigor desde 22 de julho de 2026
  • 89,2% do valor exportado de pescados aos EUA está isento
  • Lagosta congelada: isenta; lagosta viva/fresca/refrigerada: taxada a 25%
  • Filé de tilápia congelado: taxado; tilápia inteira congelada e fresca: isenta
  • Motivo oficial: PIX e regulação de plataformas digitais apontados como barreiras comerciais