O que a UE investiga sobre a Temu?
A Comissão Europeia acusou a plataforma chinesa de comércio eletrônico Temu de não cooperar com uma investigação conduzida com base no Regulamento de Subsídios Estrangeiros da União Europeia — uma norma criada para apurar se empresas de fora do bloco recebem apoio governamental capaz de distorcer a concorrência.
O que a UE pediu à Temu?
Durante uma operação realizada em dezembro na sede europeia da Temu, em Dublin, na Irlanda, as autoridades solicitaram informações sobre:
- A organização e gestão das operações da Temu na UE
- Ferramentas e sistemas de TI usados nas atividades da empresa no bloco
- Livros contábeis e registros específicos das atividades europeias da companhia
Segundo a Comissão, a Temu não atendeu a esses pedidos. A empresa nega.
Qual multa a Temu pode receber?
A falta de colaboração pode resultar em uma multa de até 1% do faturamento anual total da companhia. Isso se soma à multa de 200 milhões de euros aplicada em maio pela Comissão Europeia, após concluir que a Temu não fez o suficiente para impedir a venda de produtos ilegais em seu marketplace.
O que a Temu responde?
A empresa negou ter recebido subsídios estrangeiros que distorçam a concorrência e afirmou ter cooperado integralmente com a investigação. Em comunicado, a Temu declarou que gera fluxos de caixa suficientes para financiar suas operações na UE com recursos próprios, sem depender de apoio governamental externo.
Como isso afeta o e-commerce global e brasileiro?
A investigação faz parte de um movimento mais amplo da União Europeia para controlar a entrada de produtos baratos vindos da China. Desde 1º de julho, o bloco passou a cobrar uma taxa de 3 euros sobre pequenas encomendas importadas da China. Shein e AliExpress também estão sob escrutínio crescente. Para lojistas brasileiros que competem com essas plataformas, a tendência regulatória europeia pode antecipar movimentos similares em outros mercados.
- UE acusa Temu de não cooperar em investigação sobre subsídios estrangeiros
- Inspeção ocorreu na sede europeia de Dublin em dezembro
- Multa possível: até 1% do faturamento anual global
- Em maio, Temu foi multada em 200 milhões de euros por produtos ilegais
- Desde 1º de julho, a UE taxa pequenas encomendas chinesas em 3 euros
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