Quem é Roberto Azevêdo e por que a escolha importa?

Diplomata de carreira formado pelo Instituto Rio Branco e engenheiro eletricista pela Universidade de Brasília (UnB), Roberto Azevêdo foi o primeiro latino-americano a dirigir a Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2013, superando o candidato apoiado por Estados Unidos e União Europeia. Em 2017, foi reconduzido por consenso a um segundo mandato. A indicação ocorre em um momento de tensão comercial entre Brasil e EUA, conferindo peso técnico e internacional ao programa de Caiado.

Qual é a crítica de Caiado à política comercial vigente?

Em nota oficial, Caiado afirmou que os dois polos da polarização política prejudicam o Brasil em busca de vantagens eleitorais. Ele acusou um lado de estimular taxações com finalidade eleitoral e de trocar o debate de projetos por "bate-boca internacional", e criticou o governo por politizar negociações com "bravatas e ofensas diplomáticas" que prejudicam as relações exteriores e comerciais do país.

Quem mais compõe a equipe de governo de Caiado?

A coordenação geral do plano de governo está a cargo do ex-ministro Roberto Brant, que pretende diferenciar as propostas econômicas de Caiado das políticas adotadas pelos governos do PT. A economista Cristiane Schmidt, presidente da MSGÁS (empresa de gás de Mato Grosso do Sul), foi convidada a contribuir com o programa econômico, mas a campanha ainda não confirmou sua aceitação. O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania) foi anunciado como coordenador nacional de mobilização, e o ex-ministro Aldo Rebelo assumirá a coordenação política.

Pontos-chave:
  • Azevêdo: primeiro latino-americano a dirigir a OMC (2013), reeleito em 2017.
  • Coordenará o eixo de diplomacia e comércio exterior do plano de Caiado.
  • Plano geral coordenado pelo ex-ministro Roberto Brant.
  • Cristiane Schmidt (MSGÁS) convidada para o programa econômico, sem confirmação.
  • Anúncio feito em 6 de agosto de 2026.