Como Agnes Martins transformou o desemprego em negócio?

Depois de perder o emprego, Agnes Martins usou R$600 para comprar uma máquina de costura sem saber utilizá-la. Com essa aposta, criou o Agnes Rasta, ateliê em São Paulo que reúne aulas presenciais, cursos online, venda de materiais e uma comunidade de mulheres que encontram na costura uma fonte de renda.

Como ela passou de aluna a professora?

Martins fez cursos de costura para aprender do zero. Seu desempenho chamou atenção dos professores, que logo a convidaram para ajudar colegas de turma. Foi assim que descobriu a vocação para ensinar. Hoje, além de criar peças autorais, acompanha o desenvolvimento de cada aluna no seu próprio ritmo. Um pacote com quatro aulas custa cerca de R$377.

O que a fez transformar preconceito em força?

Durante um curso, uma professora afirmou que Martins nunca teria dinheiro para comprar uma máquina eletrônica. Em vez de desistir, ela usou o comentário como combustível para continuar. Hoje, o ateliê conta com seis máquinas eletrônicas. "Aprendi que não preciso provar nada para ninguém. Preciso provar para mim mesma que não sou aquilo que as pessoas pensam", diz ela.

O que o ateliê oferece hoje?

O negócio cresceu e vai além das aulas de costura. O espaço também funciona como loja especializada em materiais para iniciantes e artesãos, com orientação para comprar apenas o necessário e evitar desperdício. Os cursos online ampliaram o alcance: hoje Martins tem alunas em diferentes estados brasileiros e até em outros países. Sua comunidade reúne mais de 20 mil seguidores no Instagram.

Qual é o sonho dela?

Apesar das dificuldades financeiras e dos obstáculos enfrentados no início, Martins quer ampliar o acesso ao empreendedorismo feminino, usando a costura como porta de entrada para mulheres que buscam independência econômica.

Pontos-chave:
  • Começou com apenas R$600 investidos em uma máquina de costura
  • O plano inicial era produzir ecobags
  • Pacote de quatro aulas custa cerca de R$377
  • O ateliê conta hoje com seis máquinas eletrônicas
  • Mais de 20 mil seguidores no Instagram
  • Alunas em vários estados e fora do Brasil