Como surgiu a ideia das esculturas de algodão doce?
Alírio Ribeiro, de 38 anos, era coordenador de manutenção industrial em Curitiba (PR). Após a perda de sua filha no parto, voltou-se para a arte como forma de lidar com o luto. Pesquisando na internet, encontrou um vídeo de um artesão chinês criando esculturas de algodão doce — e enxergou ali uma oportunidade de negócio.
Quais foram os primeiros desafios?
Por mais de um ano, Ribeiro pesquisou intensamente. As máquinas eram diferentes das convencionais, o açúcar também, e nada do que tentava funcionava. Ele investiu cerca de R$ 4 mil em identidade visual, camisetas e materiais, mas perdeu tudo ao descobrir que o nome escolhido já tinha registro. Em 2019, nasceu oficialmente a Fios de Fada.
Como a pandemia interferiu nos planos?
Assim que a empresa estava pronta para operar, a pandemia chegou. O primeiro faturamento veio apenas no fim de 2020, com pequenas encomendas em potes e saquinhos que renderam cerca de R$ 200. O plano original era usar os eventos como vitrine para uma linha de produtos embalados, mas o mercado foi em outra direção.
O que fez o negócio decolar?
Com o retorno das festas no final de 2021, a demanda cresceu além do esperado. "A cada evento que eu fazia, eu fechava quatro, cinco ou seis novos", conta Ribeiro. O boca a boca lotou a agenda: no primeiro semestre de 2021, ele já tinha quase toda a agenda de 2022 fechada. O investimento, que começou em R$ 4 mil, saltou para R$ 50 mil em equipamentos, uniformes, site e presença digital.
Qual é o resultado hoje?
A Fios de Fada faturou cerca de R$ 600 mil em 2025, transformando um hobbie nascido do luto em um negócio de nicho altamente rentável e escalável no mercado de eventos.
- Fundador: Alírio Ribeiro, 38 anos, ex-coordenador de manutenção industrial em Curitiba (PR)
- Empresa: Fios de Fada — esculturas artísticas de algodão doce
- Fundação oficial: 2019
- Investimento inicial: ~R$ 4 mil; cresceu para ~R$ 50 mil
- Primeiro faturamento: fim de 2020, ~R$ 200
- Faturamento em 2025: ~R$ 600 mil
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