Por que a coceira é tão comum na gravidez?

A coceira durante a gestação é um sintoma frequente e geralmente está ligada às alterações hormonais, ao estiramento da pele e ao ressecamento. Conforme a barriga cresce, a pele perde elasticidade e hidratação, podendo gerar incômodo em diferentes partes do corpo. Para o ginecologista e obstetra Coríntio Mariani Neto, membro do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), «coçar um pouco é comum: a barriga cresce, a pele estica e resseca».

A coceira mudar de região é motivo de preocupação?

Não necessariamente. A chef de cozinha e influenciadora Isa Scherer, na reta final de sua terceira gestação esperando Tom — filho com o empresário Rodrigo Calazans —, relatou coceira nas pernas, axilas, cabeça e peito ao longo dos meses. Os especialistas explicam que a mudança de local, por si só, não indica problema. O que realmente importa é observar as características do sintoma.

Como aliviar a coceira com segurança?

  • Hidratar a pele diariamente, especialmente a barriga e as coxas.
  • Evitar banhos muito quentes, que ressecam ainda mais a pele.
  • Usar sabonetes suaves, sem fragrâncias fortes.
  • Preferir roupas folgadas de algodão.

Quando é preciso investigar?

Coceira forte, espalhada e persistente — principalmente no final da gravidez — merece avaliação médica. Os sinais de alerta incluem coceira intensa nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, que piora à noite e que surge sem manchas ou lesões visíveis na pele. Esses sintomas podem indicar colestase intra-hepática da gravidez, uma condição hepática que exige atenção imediata do obstetra.

Pontos-chave:
  • Coceira na gravidez é comum e relacionada a hormônios, estiramento e ressecamento da pele.
  • Mudar de região não é, por si só, sinal de problema, segundo o Dr. Coríntio Mariani Neto (SPSP).
  • Hidratação diária e banhos mornos são as primeiras medidas recomendadas.
  • Coceira intensa em palmas/plantas, piora à noite e sem lesões visíveis é sinal de alerta.
  • Isa Scherer também recebeu diagnósticos de toxoplasmose (1º trimestre) e diabetes gestacional (3º trimestre), ambos acompanhados pela equipe médica.