O que é a PrEP injetável com cabotegravir?

A PrEP injetável utiliza o cabotegravir, um antirretroviral de ação prolongada administrado em forma de injeção a cada dois meses. Diferente do comprimido diário já disponível no SUS, essa opção elimina a necessidade de tomar uma pílula todos os dias, o que pode aumentar a adesão entre pessoas com maior risco de infecção pelo HIV.

O que o Ministério da Saúde propôs?

O Ministério da Saúde apresentou uma proposta para incluir a PrEP injetável com cabotegravir no SUS. A iniciativa foi apresentada em uma conferência internacional e será analisada pela Conitec, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, responsável por avaliar se novos tratamentos devem ser oferecidos pelo sistema público.

Quem pode se beneficiar dessa mudança?

O Brasil já oferece a PrEP oral gratuitamente pelo SUS, sendo referência na prevenção do HIV na América Latina. A inclusão de uma opção injetável pode beneficiar pessoas que têm dificuldade com a adesão diária ao comprimido, como jovens, pessoas que enfrentam estigma ou que possuem rotinas complexas. Se aprovado, o cabotegravir injetável seria disponibilizado sem custo nas unidades de saúde públicas para os pacientes elegíveis.

Quais são os próximos passos?

A Conitec analisará as evidências científicas, o custo-efetividade e a viabilidade operacional antes de emitir uma recomendação ao Ministério da Saúde. O processo inclui consulta pública, permitindo que a sociedade civil e profissionais de saúde contribuam com o debate. Somente após recomendação favorável e aprovação ministerial o medicamento seria incorporado aos protocolos do SUS.

Pontos-chave:
  • Medicamento: cabotegravir (antirretroviral injetável de ação prolongada)
  • Periodicidade: injeção a cada dois meses
  • Sistema proposto: SUS
  • Anunciado em conferência internacional de saúde
  • Próxima etapa: análise pela Conitec