Por que a Lumina aumentou sua fatia no Agibank?
A gestora Lumina, de Daniel Goldberg, elevou sua participação no Agibank de 5,03% para 6,96% do capital total, comprando ações em mercado aberto mesmo com os papéis negociando bem abaixo do preço do IPO. O movimento reforça a confiança no banco digital apesar da queda acentuada das ações desde a estreia na NYSE em fevereiro.
O que os documentos enviados à SEC mostram?
Documentos enviados à Securities and Exchange Commission dos Estados Unidos revelam que fundos ligados à Lumina passaram a deter 11.130.936 ações classe A, ante 8.045.726 papéis no momento do IPO do Agibank na Nyse, em fevereiro. As compras foram realizadas diretamente no mercado secundário.
Como está o desempenho das ações do Agibank?
O IPO foi precificado a US$12 por ação. Na última quarta-feira, o papel fechou a US$7,16, uma queda de 40,33% em relação ao preço de estreia. Ainda assim, a Lumina — que havia feito um investimento inicial de R$400 milhões no Agibank no fim de 2024 — optou por aumentar a posição ao invés de reduzí-la.
O que aconteceu com o acordo de retorno mínimo?
No acordo de acionistas firmado com o Agibank, a Lumina havia garantido um retorno mínimo de 21,5% ao ano, independentemente da realização do IPO. Porém, diante de dificuldades de última hora na oferta, a gestora saiu do acordo e abriu mão desse direito, tornando-se um sócio como qualquer outro. A Lumina poderia ter vendido ações durante o IPO, mas, como o lote adicional não foi exercido, não houve tranche secundária e nenhum acionista vendeu papéis naquele momento.
Quando o Agibank divulgará seus resultados do 2T25?
O Agibank está programado para divulgar os resultados do segundo trimestre de 2025 no dia 5 de agosto, após o fechamento dos mercados — uma data que investidores e analistas acompanharão de perto, dado o desempenho recente dos papéis.
- Fatia da Lumina subiu de 5,03% (8.045.726 ações no IPO) para 6,96% (11.130.936 ações).
- Investimento inicial da Lumina no Agibank: R$400 milhões no fim de 2024.
- Preço do IPO do Agibank: US$12; cotação atual: US$7,16 (queda de 40,33%).
- A Lumina abriu mão de um retorno mínimo contratual de 21,5% ao ano.
- Resultado do 2T25: previsto para 5 de agosto, após o fechamento dos mercados.
- Daniel Goldberg é membro do conselho de administração do Agibank.
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