Por que as vendas de resinas da Braskem caíram no Brasil?
A Braskem vendeu 763 mil toneladas de resinas no mercado brasileiro no segundo trimestre de 2026, queda de 8% na comparação anual. A empresa explica o recuo pelo maior volume de importados no período, que pressionou as vendas domésticas de polietileno (-9%) e polipropileno (-5%). O PVC recuou 2% por conta da gestão de estoques na cadeia de transformação.
Como o cenário global afetou as operações?
O conflito no Oriente Médio restringiu a oferta global de matérias-primas e elevou os preços do petróleo e da nafta. Com isso, a taxa de utilização das usinas da Braskem no Brasil caiu quatro pontos percentuais, chegando a 70%. A central petroquímica do Rio de Janeiro sofreu com menor disponibilidade de matéria-prima, enquanto a do Rio Grande do Sul adequou a produção à demanda mais fraca.
O que aconteceu com as exportações e os químicos?
As exportações de resinas caíram 23% em um ano, para 175 mil toneladas, puxadas pelo polietileno. As vendas domésticas de químicos recuaram 5%, para 598 mil toneladas. Em contrapartida, as exportações de químicos avançaram expressivos 55%, atingindo 60 mil toneladas.
Como foram as operações internacionais?
As unidades nos Estados Unidos e na Europa venderam 499 mil toneladas, queda de apenas 1% anual. A Braskem Idesa, no México, registrou retração mais acentuada de 20%, com 125 mil toneladas. Um ponto positivo foi a alta generalizada dos spreads petroquímicos em todos os segmentos, tanto na base anual quanto na sequencial, reflexo da escassez de matérias-primas no mercado internacional.
Qual é a perspectiva?
A companhia afirma que o ambiente global segue sujeito a tensões geopolíticas, especialmente no Oriente Médio, gerando volatilidade nos preços de petróleo e incertezas logísticas que podem impactar preços de resinas e produtos químicos.
- Vendas de resinas no Brasil: 763 mil toneladas no 2T26, -8% anual
- Polietileno: -9%; polipropileno: -5%; PVC: -2%
- Exportações de resinas: 175 mil toneladas, -23% anual
- Exportações de químicos: 60 mil toneladas, +55% anual
- Taxa de utilização das usinas no Brasil: 70% (-4 pp)
- EUA/Europa: 499 mil toneladas, -1% anual
- Braskem Idesa (México): 125 mil toneladas, -20% anual
- Spreads petroquímicos em alta em todos os segmentos
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