O que o ministro brasileiro disse sobre a tarifa de 12,5%?

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que a tarifa de 12,5% anunciada pelos Estados Unidos é "indevida" e fundamentada em "fatos que não são reais". O ministro destacou que o Brasil tem compromissos históricos com o combate ao trabalho forçado e é signatário de todos os instrumentos da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Quantas tarifas o Brasil enfrenta agora?

O Brasil passa a conviver com duas tarifas americanas distintas: a de 25%, anunciada na semana anterior, e a nova de 12,5%, vigente desde as 0h01 de sexta-feira (24) no horário de Washington, com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Cerca de 60 parceiros comerciais foram incluídos na medida.

Quais setores brasileiros serão mais afetados?

Cerca de 2 mil produtos exportados pelo Brasil para os EUA não estarão sujeitos a nenhuma das duas tarifas. Porém, vários segmentos sofrerão dupla taxação, chegando a uma alíquota combinada de 37,5%. São eles:

  • Calçados
  • Máquinas e equipamentos
  • Peças e componentes
  • Confecções e têxteis
  • Produtos químicos não farmacêuticos

O Brasil pode retaliar?

O ministro Elias Rosa afirmou que o Brasil "não pode renunciar à possibilidade" de adotar medidas de reciprocidade, classificando esse instrumento como um direito que protege a economia brasileira. Ainda assim, o interesse primário é negociar para afastar as tarifas, descritas como "extremamente injustas e muito danosas".

Qual é a justificativa dos EUA?

Washington sustenta que a medida decorre de investigação pela Seção 301, que concluiu que determinados parceiros comerciais não proíbem nem fiscalizam adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Países que adotaram medidas contra a prática ficam sujeitos a 10%; os demais, a 12,5%.

Pontos-chave:
  • Nova tarifa dos EUA sobre o Brasil: 12,5%, em vigor desde 24 de julho de 2026
  • Tarifa anterior anunciada na semana passada: 25%
  • Alíquota combinada para calçados, máquinas, químicos e outros: 37,5%
  • Cerca de 2 mil produtos brasileiros isentos das duas tarifas
  • Ministro classifica tarifa de "indevida" e baseada em premissas falsas
  • Brasil não descarta reciprocidade, mas prioriza negociação