Por que a Cury está focada em vender o estoque atual?
O copresidente executivo Leonardo Mesquita explicou que as famílias brasileiras estão mais endividadas, exigindo que a empresa seja mais seletiva. A meta é vender as unidades em estoque até o final de 2026 para manter as obras com alto volume de unidades repassadas — ou seja, com financiamento já contratado — garantindo a continuidade da geração de caixa.
Qual foi o desempenho financeiro no 2º trimestre?
A Cury gerou R$ 144,9 milhões em caixa no segundo trimestre de 2026, 40% acima do mesmo período de 2025. Em contrapartida, os lançamentos recuaram 0,8% na base anual e as vendas caíram 12,9%, reflexo da estratégia mais conservadora adotada pela companhia diante do cenário macroeconômico.
O que causou os atrasos nas entregas?
A Cury reportou atrasos na entrega de cinco empreendimentos. Por contrato, as incorporadoras têm seis meses de tolerância antes de serem obrigadas a pagar multa aos compradores. O diretor financeiro João Carlos Mazzuco atribuiu uma despesa financeira de R$ 22,1 milhões no trimestre — 41,7% maior que no mesmo período de 2025 — diretamente às obrigações contratuais decorrentes dos atrasos. Quatro obras ainda estão sendo monitoradas.
Como está a recuperação da produtividade?
O copresidente de engenharia Paulo Curi ressaltou que os atrasos representaram uma pequena parcela das 90 obras em andamento. Problemas com mão de obra e equipamentos foram as causas principais, mas a produtividade está em recuperação: alta de 20% em São Paulo e de 30% no Rio de Janeiro nos seis primeiros meses de 2026 em relação ao mesmo período de 2025.
Qual a perspectiva para a inflação do setor?
Apesar de afirmarem que os custos estão controlados, os executivos alertaram que o ambiente de inflação setorial permanece instável, influenciado pelo conflito no Irã e seus impactos sobre o petróleo. A Cury manterá as projeções conservadoras adotadas no início do ano.
- Geração de caixa de R$ 144,9 milhões no 2T 2026, alta de 40% na base anual.
- Vendas recuaram 12,9% e lançamentos, 0,8% no 2T 2026.
- Atrasos registrados em cinco empreendimentos de um total de 90 obras ativas.
- Despesa financeira de R$ 22,1 milhões no trimestre, 41,7% acima do 2T 2025.
- Produtividade cresceu 20% em SP e 30% no RJ no primeiro semestre de 2026.
- Empresa mantém projeções conservadoras diante da inflação do setor.
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