O que a Justiça de São Paulo decidiu?
A 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca Central de São Paulo homologou, na quinta-feira (30/07/2026), o plano de recuperação extrajudicial da Raízen. A decisão torna obrigatórios os termos renegociados para todos os credores abrangidos pela reestruturação.
Por que esse processo é histórico?
Em valores envolvidos, trata-se do maior processo de recuperação extrajudicial já registrado no Brasil — cerca de R$ 61,4 bilhões em dívidas financeiras foram renegociados com bancos e investidores. O plano recebeu adesão de 81,6% dos credores financeiros sem garantias específicas, percentual acima do mínimo legal, e nenhum credor apresentou contestação ao pedido.
O que muda agora para a Raízen?
Com a homologação, a empresa dará início às medidas previstas no plano:
- Conversão de dívida em participação: credores poderão converter parte dos valores a receber em units (conjunto de ações negociado na B3).
- Novos títulos de dívida garantida serão emitidos para outros credores.
- Aumento de capital entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões, a ser integralizado pela Shell Brasil Petróleo e, caso confirme adesão, pela Aguassanta Participações (família Ometto, controladora da Cosan).
- Reorganização estrutural: separação dos negócios de distribuição de combustíveis e de energia, além da venda de ativos.
A Raízen informou que divulgará as regras para escolha das opções de pagamento pelos credores em momento oportuno. O plano está disponível no site de relações com investidores da companhia e no sistema da CVM.
- Homologação: 30 de julho de 2026 — 3ª Vara de Falências de SP
- Dívida renegociada: ~R$ 61,4 bilhões
- Adesão de credores: 81,6% — zero contestações
- Maior recuperação extrajudicial da história do Brasil
- Aumento de capital previsto: R$ 3,5 bi – R$ 4 bi
- Investidores: Shell Brasil Petróleo e Aguassanta Participações
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