O que aconteceu durante a cesárea de emergência?

No dia 4 de maio, Cintia foi submetida a uma cesárea de emergência em Floriano, no Piauí, porque a bebê estava sentada desde a 37ª semana e não havia espaço para o parto normal. No momento em que o médico puxava a segunda perninha da recém-nascida, um estalo foi ouvido pelo marido de Cintia e por toda a equipe cirúrgica. O próprio médico confirmou ter escutado o barulho.

Como a fratura foi diagnosticada?

Após o nascimento, um pediatra avaliou a bebê e disse que aparentemente não havia nada de grave, encaminhando para um ortopedista. Já no quarto, o marido percebeu que a coxa da menina estava muito inchada e que ela chorava muito de dor. Apesar das várias solicitações da família, o ortopedista só foi examinar a bebê dois dias depois do parto. Um raio-x confirmou a fratura no fêmur.

O que a mãe diz sobre o pré-natal?

Cintia conta que a gravidez foi tranquila e que todos os exames e ultrassons estavam normais. Ela foi duas vezes à maternidade antes do parto para pedir avaliação em razão da posição pélvica da bebê, mas nenhum exame adicional foi solicitado. "Eu sabia desde as 37 semanas que ela estava sentada. O médico me disse que ela estava grandinha e sem espaço", relatou à revista Crescer.

Qual é a importância desse caso para famílias brasileiras?

O caso chama atenção para a necessidade de acompanhamento rigoroso da posição fetal nas últimas semanas de gestação e de resposta ágil da equipe de saúde quando há complicações no parto. Cintia descreveu o nascimento como um momento que deveria ser o mais feliz da vida, mas que se tornou um pesadelo.

Pontos-chave:
  • Mãe: Cintia Maria Soares da Silva, 24 anos, de Floriano (PI)
  • Cesárea de emergência realizada em 4 de maio
  • Bebê em posição pélvica desde a 37ª semana
  • Estalo ouvido pelo marido e pela equipe cirúrgica durante o parto
  • Ortopedista só examinou a bebê dois dias após o nascimento
  • Raio-x confirmou fratura no fêmur