O que aconteceu no leilão desta quarta-feira?

A Ecopetrol Investimentos do Brasil, subsidiária da colombiana Ecopetrol, adquiriu cerca de 116,1 milhões de ações ordinárias da Brava Energia no leilão da oferta pública de aquisição (OPA) realizado em 5 de agosto. Esse volume representa aproximadamente 25% do capital social da Brava.

Qual é o histórico da operação?

A aquisição segue uma estratégia em etapas. Em abril, a Ecopetrol já havia comprado uma fatia de 26% do capital da Brava de um bloco de acionistas, em acordo privado a R$ 24 por papel. No mês seguinte, lançou a OPA formal para adquirir 25% das ações em circulação a R$ 23 por papel.

Quando a Ecopetrol assume o controle?

A liquidação financeira das aquisições realizadas no leilão ocorrerá no dia 17 de agosto. Nessa data, a Ecopetrol passará a ser titular de 236.924.207 ações ordinárias da Brava Energia, representando 51% do capital social da companhia.

Houve suspensão da OPA pela CVM?

Sim. O colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) havia suspendido a operação, mas no mês passado deu provimento a um recurso interposto pela colombiana, levantando a suspensão e viabilizando a realização do leilão desta quarta-feira.

O que muda para os acionistas da Brava?

Quem aceitou a OPA recebeu R$ 23 por ação ordinária. Com a liquidação prevista para 17 de agosto, a Brava Energia passa a ter uma controladora estrangeira, inaugurando uma nova fase sob gestão colombiana no segmento de exploração e produção de petróleo no Brasil.

Pontos-chave:
  • Data do leilão: 5 de agosto de 2026
  • Ações adquiridas na OPA: ~116,1 milhões (~25% do capital)
  • Preço da OPA: R$ 23 por ação
  • Acordo privado em abril: R$ 24 por ação (fatia de 26%)
  • Liquidação financeira: 17 de agosto de 2026
  • Participação total após liquidação: 236.924.207 ações = 51% da Brava Energia
  • CVM suspendeu a OPA; suspensão levantada após recurso da Ecopetrol