O que é a emissão de bonds da Giga Mais Fibra?
A Giga Mais Fibra, provedora de internet por fibra controlada pela eB Capital, precifica nesta quinta-feira (6 de agosto) sua estreia no mercado de dívida em dólar. A companhia pretende captar US$350 milhões com títulos de cinco anos e meio, a uma taxa inicial indicativa em torno de 12%.
Quais garantias lastreiam a operação?
A emissão conta com garantia real de primeiro grau, dando prioridade de recebimento aos bondholders — após a quitação de algumas dívidas existentes — sobre uma conta de recebíveis e parte da infraestrutura de rede de fibra da empresa.
Como o dinheiro será usado?
A Giga Mais usará os recursos para pré-pagamento ou recompra de debêntures emitidas em reais, alongando o perfil de endividamento e reduzindo o risco de refinanciamento. As agências de rating avaliaram que a operação também reforça o caixa da empresa.
O que dizem as agências de rating?
A S&P Global atribuiu nota preliminar 'B' com perspectiva estável, e a Fitch Ratings concedeu 'B+', também estável. A S&P projeta margem EBITDA acima de 50% nos próximos anos — contra 42,1% em 2025 — e redução da alavancagem para cerca de 3,3 vezes dívida bruta/EBITDA até 2028.
Que desafios operacionais a empresa enfrentou?
No segundo semestre de 2025, uma estratégia de crescimento mais agressiva resultou na entrada de clientes de maior risco e na identificação de vendas irregulares por intermediários. A revisão da base de assinantes gerou queda de receita e despesas extraordinárias. Desde então, a Giga Mais implementou controles de crédito mais rígidos, reforçou a identificação de clientes e internalizou parte da manutenção da rede.
Quais são os números financeiros recentes?
No primeiro semestre de 2026, a receita líquida ficou entre R$800 milhões e R$820 milhões, com EBITDA de R$420–440 milhões. A empresa registrou prejuízo de até R$15 milhões no período. Os números ainda não foram auditados por auditoria independente.
Qual é a posição da empresa no mercado?
A Fitch destaca que a Giga Mais lidera ou ocupa a segunda posição na maioria das cidades em que atua, mas detém apenas cerca de 2,5% do mercado brasileiro de banda larga, exposta à concorrência tanto das grandes operadoras nacionais quanto de provedores regionais.
- Volume: US$350 milhões, prazo de 5,5 anos
- Taxa inicial indicativa: ~12%
- Garantia de 1º grau: conta de recebíveis + ativos de rede de fibra
- S&P: B / estável; Fitch: B+ / estável
- Receita líquida 1S2026: R$800–820 mi; EBITDA: R$420–440 mi
- Participação de mercado: ~2,5% da banda larga brasileira
- Meta de alavancagem: ~3,3x dívida bruta/EBITDA até 2028
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