O que muda com a nova lei do piso mínimo do frete?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira, 5 de agosto, a lei que atualiza as regras do piso mínimo do frete rodoviário. O texto tem origem em uma medida provisória editada pelo governo em março de 2026 e agora ganha força de lei permanente.
Quais são as novas punições para quem descumprir o piso?
A legislação reforça a fiscalização e endurece as sanções. Infratores reincidentes podem ser multados em até R$ 1 milhão e correm o risco de ter o registro de transportador cancelado — medida que na prática os impede de operar legalmente no país.
O que foi vetado por Lula?
Como esperado, o presidente vetou o artigo que anistiava os caminhoneiros que bloquearam estradas em 2022, após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais. O veto reafirma o entendimento de que bloqueios ilegais de rodovias não podem ser perdoados por meio de legislação setorial.
O que o presidente disse sobre a categoria?
Ao sancionar a lei, Lula defendeu que as regras sejam efetivamente fiscalizadas. O presidente também afirmou que é fundamental ouvir as dificuldades enfrentadas pelos caminhoneiros para aprimorar as políticas voltadas ao setor.
Por que isso importa para empresas e consumidores?
O frete rodoviário é o principal modal de transporte de cargas no Brasil. Uma metodologia de cálculo atualizada e sanções mais rigorosas tendem a reduzir disputas sobre subdeclaração de tarifas, dar mais previsibilidade às transportadoras e, indiretamente, impactar os custos logísticos de toda a cadeia produtiva nacional.
- Lei sancionada em 5 de agosto de 2026 pelo presidente Lula.
- Originada de medida provisória de março de 2026.
- Atualiza a metodologia de cálculo do piso mínimo do frete.
- Multas para reincidentes: até R$ 1 milhão.
- Reincidentes podem ter o registro de transportador cancelado.
- Vetado o artigo de anistia aos caminhoneiros que bloquearam estradas em 2022.
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