Como uma cafeteria do interior gaúcho virou rede de R$250 milhões?
O Quiero Café nasceu em 2015 em Teutônia, município de pouco mais de 34 mil habitantes no Rio Grande do Sul. Os sócios Matheus Fell e Luiz Felipe Wallauer Ferreira investiram cerca de R$120 mil na primeira unidade. Ferreira, então advogado, queria um espaço adequado para reuniões; Fell trouxe a experiência de gestão de uma transportadora de cimento a granel.
Por que o modelo de franquia cresceu sem fechar unidades?
A rede entrou no franchising em 2017 com uma premissa clara: franqueado tem de ser sócio operador, não investidor passivo. Essa exigência criou um ciclo virtuoso — com o tempo, os próprios franqueados passaram a formar novos operadores dentro de suas equipes, viabilizando novas inaugurações de forma orgânica.
Quais são os números do crescimento?
Entre 2018 e 2021 foram abertas 26 lojas. Em 2023 a rede chegou a 60 unidades e, em 2025, ultrapassou 80 operações. O faturamento saltou de R$54 milhões em 2021 para R$251,4 milhões em 2025 — mais de quatro vezes em quatro anos. A empresa afirma que, excetuando modelos-teste, nunca encerrou uma operação permanentemente.
Em 2025 foram 13 inaugurações, sendo seis de franqueados que já operavam outras unidades da rede. Para 2026, pelo menos nove das 13 lojas planejadas serão abertas por empreendedores já integrados ao grupo.
O que é a escola de gerentes do Quiero Café?
Lançada em 2025, a escola de gerentes é um programa presencial de sete meses com cerca de 70% de carga prática. O objetivo é formar operadores alinhados à cultura da marca antes de cada nova abertura, garantindo que o crescimento não comprometa a qualidade das unidades existentes.
- Fundada em 2015 em Teutônia, RS (~34 mil hab.)
- No franchising desde 2017
- 83 unidades em operação em 2025
- Faturamento: R$54 mi (2021) → R$251,4 mi (2025)
- Investimento inicial: ~R$120 mil
- Nenhuma unidade encerrada definitivamente
- Escola de gerentes: 7 meses, presencial, lançada em 2025
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